A triste situação de umas das maiores e mais lindas cidades de Minas

Como é triste circular pelas ruas de nossa querida Sete Lagoas, um clima de desesperança e revolta tomou conta da atmosfera.

Hoje temos poucos motivos para sorrir.

O mato alto nas vias da cidade atrapalha a visão nos cruzamentos, agravando ainda mais a situação do trânsito. Sem contar que, ao circular pelas ruas temos a sensação de vivermos em uma cidade abandonada. (Será mesmo só sensação?).

A quantidade absurda de buracos compromete a segurança de pedestres e motoristas. É fato que os mecânicos e borracheiros da cidade nunca tiveram tanto trabalho, como nos dois últimos anos.  Algumas vias públicas da cidade estão intransitáveis. E não pense você, caro leitor, que essa situação é exclusiva dos bairros mais carentes. Obviamente, estes, estão piores.  Todos os bairros estão com a maior parte das ruas em situação ruim. Todos! Região Central, bairros nobres e bairros periféricos. Não há exceção.

Mas a situação ainda está pior. Existe o buraco no estômago. Aquele que a gente se refere quando está com fome, muita fome. É o buraco causado pela falta de pagamentos dos salários dos servidores públicos. Há famílias que sua única fonte de renda é o emprego público. Casos de desmaios por causa da falta de alimento e união de motoristas de aplicativo para providenciar doação de cestas básicas para os funcionários públicos municipais denotam quão profundo é o buraco em que nossa cidade está.  Natal sem fome? Mesa farta nas festas de réveillon? Viajar no feriado prolongado de carnaval com a família?  São sonhos distantes para aqueles que dedicam seu trabalho ao funcionamento da máquina pública sete lagoana.

A pergunta ecoa: Ainda tem cidade, nesses buracos?

Se eximir da responsabilidade é fácil, posso renunciar e nada cairá sobre mim. Não sou mais gestor desse município.  Ah... Eu recebi a prefeitura em situação caótica, não sabia que estava assim. Ou ainda, a culpa é do estado que nos deve.

E assim, os munícipes  vivem dias tristes, ouvindo frases prontas, ensaiadas,  que de nada mais servem que,tentar justificar o injustificável.  Por  todo o canto ouve-se o clamor pelo pagamento dos salários atrasados e pontualidade nos próximos meses. Os sete-lagoanos querem uma cidade limpa, sem mato alto  e com ruas descentes. Sem falar no atendimento médico adequado, empregos e a aplicação correta dos valores dos impostos pagos diariamente.

Quem sabe daqui a algum tempo, a alegria volte a fazer parte do clima da nossa cidade. Enquanto esse dia não vem, vamos amargando o sofrimento por vivermos numa cidade abandonada pelos seus representantes legais e legítimos, eleitos pelo povo.

Mas que, sequer pensam no povo.

Jornalista e publicitária de Sete Lagoas

escreve permanentemente  nesta publicação

Nádia  Melo

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