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Quem são as pessoas que ocuparão postos chave na equipe econômica de Jair Bolsonaro

A equipe econômica de Jair Bolsonaro começa a ser conhecida, até então a única certeza era o nome de Paulo Guedes  para  seu futuro ministro da Economia, pasta que deve reunir os ministérios da Fazenda, do Planejamento e da Indústria e Comércio.

Desde o fim de outubro, o superministro se dedica a montar a equipe econômica e escolher quem ocupará postos chave nas principais estatais, como Petrobras e Eletrobrás. Até agora, os quatro nomes confirmados reforçam o perfil liberal de Guedes. Saiba quem são eles:

O economista Roberto Castello Branco foi o mais novo nome confirmado em postos chave da área econômica no futuro governo de Jair Bolsonaro, assumindo, a partir de janeiro,   a presidência da Petrobras, no lugar de Ivan Monteiro.Castello Branco tem pós-doutorado pela Universidade de .

Chicago, e já ocupou cargos de direção no Banco Central e na mineradora Vale. Também fez parte do Conselho de Administração da Petrobras e desenvolveu projetos de pesquisa na área de petróleo e gás.

Diretor no Centro de Estudos em Crescimento e Desenvolvimento Econômico da Fundação Getúlio Vargas,  Castello Branco  era um dos mais influentes especialistas que participava das discussões com Paulo Guedes, seu amigo e futuro ministro da Economia de Bolsonaro.
 

Joaquim Levy, doutor pela Universidade de Chicago  e de orientação liberal, foi indicado para ocupar a presidência do BNDES. Anteriormente  fora convidado por Dilma Rousseff para assumir o Ministério da Fazenda logo após a reeleição. A ideia era que ele realizasse um duro programa de ajuste das

contas públicas, baqueadas pelas pedaladas fiscais da gestão de Guido Mantega.

Porém sua  relação com Dilma, nunca foi das melhores, especialmente porque a visão ortodoxa do ministro era contrária a com postura  ideológica da presidente .  Da mesma forma discordou com o colega Nelson Barbosa ,do Ministério do Planejamento sobre a  política econômica a ser seguida, fato que levou Levy a pedir demissão em dezembro de 2015, após 11 meses no cargo.

Levy  foi secretário do Tesouro, quando Antônio Palocci comandava o Ministério da Fazenda durante o governo Lula. Após deixar a chefia do Tesouro Nacional, em 2006, esteve no  Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), onde assumiu o cargo de vice-presidente de Finanças e Administração,  cargo que ocupou por oito meses. Após se  desligar do BID,  foi convidado pelo então governador do Rio, Sérgio Cabral, a assumir a Secretaria de Fazenda do estado em 2007.

Atualmente era Diretor-Geral e Diretor Financeiro do Grupo Banco Mundial (Bird), onde estava até hoje. Seu mandato na instituição acabaria em 2021.
 

O economista Roberto Campos Neto foi indicado para a presidência do Banco Central, após atual dirigente da autoridade monetária, Ilan Goldfajn, ter se recusado a permanecer no cargo. Formado em economia pela Universidade da Califórnia e  neto de Roberto Campos, considerado um dos maiores economistas do

Brasil e expoente da corrente liberal, que foi ministro do Planejamento durante o governo de Castelo Branco (1964-1967).

Sua experiência foi moldada praticamente em mesas de operações de instituições financeiras e atuou em diferentes bancos no Brasil   nos anos 90, Antes de ser indicado para a presidência do BC, Campos Neto ocupava o cargo de diretor de tesouraria do Santander Brasil para as Américas., banco em que estava desde 2005.

Campos Neto iainda  terá que ser sabatinado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal e só terá a indicação para o BC confirmada depois de ser aprovado pelo plenário da Casa.

Mansueto de Almeida será mantido no comando do Tesouro Nacional, é considerado um especialista competente em finanças públicas e um dos idealizadores da regra do teto de gastos sendo reconhecido como  um crítico radical da política de subsídios implementada nos governos petistas

Mansueto de Almeida saiu da função de pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em 2016 para integrar o “dream team” criado na gestão de  Henrique Meirelles no ministério da fazenda, onde assumiu primeiro a Secretaria de Acompanhamento Econômico e depois a do Tesouro Nacional.

Mansueto foi um dos principais porta-vozes do governo de Michel Temer em defesa do teto de gastos e também da reforma da Previdência. No futuro , visto que uma das promessas de Bolsonaro durante a campanha eleitoral foi zerar o rombo fiscal logo no primeiro ano de seu  governo,logo,   seu desafio a partir de 2019 será de reequilibrar as contas públicas.

Pessoas próximas a  Mansueto acreditam que o secretário está preocupado com essa possibilidade , considerando que o déficit primário de 2018 deve ficar pouco abaixo da meta fixada para o ano, de R$ 159 bilhões.