Você conhece alguém que quando vira a esquina chama mais atenção que um disco voador? Pode ser aquela sua amiga, uma colega de trabalho ou mesmo algum parente que nos oferece um espetáculo visual do mais puro terror visual aonde quer que vá.

Para quem confunde ter estilo com ser uma aberração visual, vale desde uma profusão de colares, balangandãs, cabelos com cores exóticas, maquiagens exageradas ao extremo, até roupas e casacos malucos, que por sua vez não se casam com sapatos ridículos e outros adereços que você as vezes fica pensando se esta pessoa está vivendo em um carnaval sem fim ou se ela fugiu do palco do Kiss. Será piração?

Pode ser, e pode ser também alguém que apenas queira chamar atenção, OK.

Mas é provável que não seja nada disto, ela talvez seja mais uma Fashion Victim, ou seja, uma “vítima da moda”, um termo usado para identificar uma pessoa que não é capaz de identificar os limites reconhecidos de estilo e bom senso. 

 Por exemplo, sua amiga sai por ai num estilo feito do mix visual de histórias em quadrinhos e tons chocantes que viu numa revista de moda, algo do tipo cyber punk de filme futurista dos anos 90 acreditando estar super in quando  na verdade parece uma caricatura do que já foi vanguarda um dia...  E se amanhã ler que outro estilo está, ou vai estar na moda, cai de cabeça.

É verdade que a moda é algo que por si é sempre efêmero, passageiro e mutante, e que para fugir se transformar em um estereótipo, o bom senso deve imperar.  Todos nós nos deparamos com uma pessoa que se veste como se vivesse em outra época, ou seja, se estereotipa.

 É o eterno hippie, a garotada mal informada que se fantasia de grunge mesmo vinte anos após a morte de Kurt Cobain, o cara que usa um terno pela primeira vez e se veste como um clone do Agostinho da grande família, a turma acima do peso que insiste em usar as roupas apertadas da última moda ignorando a regra: ”o que fica lindo numa pessoa, pode ficar péssimo em outra”.

 E muitos outros, que ainda não alcançaram o nirvana do bom gosto, descobrindo que ter estilo e personalidade não é seguir o que é ditado pela sociedade de consumo pelo resto da vida. Vamos ser sinceros, esta pessoa acredita ter muito estilo, mas não faz ideia do que significa esta palavra.

Estilo é o que se é mais uma pitada de ousadia, e, portanto mais sólido, reflete a personalidade e o jeito de viver de uma pessoa. É a sua maneira de usar o cabelo, a maquiagem e o vestir. Afinal, estilo se desenvolve, vem da observação, da experimentação, do erro e do acerto. Com o tempo, ao olhar uma peça, você saberá se ela tem a sua cara ou não. E as outras pessoas também.

Um mito sobre o estilo é o de que a pessoa já nasce com ele.  É um aprendizado, uma vivencia e uma boa dose de senso de ridículo para saber evitar vestir algo que não tenha a ver com a sua atitude, que não combine com seu estado de espírito.  Dizem que não há regra na hora de se arrumar, mas obedecer às proporções é mesmo fundamental.

Pernas grossas ficam melhores com calças mais amplas e saias não tão curtas nem justas, para a mulher com busto grande, vale valorizar o decote, mas sem exagero. Peças volumosas pedem uma silhueta mais longilínea e magra e, para as mais cheinhas, vale apostar em peças com menos volume e não tão justas.  Independentemente daquilo que está na moda, o bom senso é fundamental.

Mostre este artigo para aquela sua amiga do primeiro parágrafo desta matéria, quem sabe ela não cai na real e descobre que o exagero em qualquer ocasião, faz com que a pessoa se torne brega, e não estilosa como ela imagina. Com sorte ela dá uma mudada no quesito exagero, assim você pode até parar de sentir vergonha todas as vezes que a encontrar na rua.

 

 

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