O ataque noturno nosso

de todos os dias

Crônica do Editor

Veja o nobre leitor a imagem avermelhada acima, até parecem aquelas imagens feitas em laboratórios onde se pesquisam novos vírus, talvez para uns poderiam confundi-la com uma obra de arte moderna ou qualquer outra coisa, mas se você olhar bem vai notar, são mosquitos. Sim, mosquitos, e a maioria de uma envergadura assustadora.

Este aí é o rescaldo de uma noite praticamente não dormida aqui no bairro Progresso em Sete Lagoas, um lugar onde os mosquitos parecem ter decretado sede de seu império sobre a terra, e onde está se tornando impraticável para a presença humana.

Fiz questão juntar os que consegui matar sobre uma mesa e fotografa-los, e estou publicando agora,  mesmo que a foto tenha saído mal tirada e meio que desfocada, ainda por cima com um tom de vermelho não intencional do flash da minha máquina, a cor serve como alerta.

Digo uma noite, já que todas as noites por aqui estão sendo idênticas em ataques sucessivos de esquadrilhas de pernilongos de todos os tamanhos possíveis. E durma-se com um inferno de zumbidos e picadas destes.

E vejam que o número de mosquitos que escaparam de minhas canetadas mortais foi incrivelmente maior.

Cheguei a entrar em contato com a Zoonose, fui muito bem atendido pelos funcionários do órgão, que estão verdadeiramente preocupados com esta infestação e suas possíveis consequências, até estiveram no bairro prontamente, mas...

Para controlar esta infestação vai ser preciso muito mais que boa vontade, antes de mais nada é preciso que a população tome a atitude de ligar para o mesmo lugar que liguei e informar a situação de sua casa, sua rua e seu bairro.

É preciso denunciar as autoridades  o estado de coisas nesta região, dar subsídios a aqueles que realmente estão comprometidos em solucionar este problema, agora com as chuvas é a hora de se pulverizar os focos detectados com inseticidas corretos, o problema é que com as poucas reclamações as autoridades locais, que devem morar em áreas onde não existem pernilongos , não darão seu Ok para a compra destes inseticidas, que reconheçamos, custam uma fábula. Mas são pra lá de necessários.

Outro dia mesmo, estava no ônibus vindo para a região do progresso e ouvia duas senhoras já de certa idade conversando animadamente sobre este problema (grave), as duas, seguindo a cartilha da deixa como está para ver como é que fica, diziam coisas  do tipo : É, não tem o que fazer, né? Então, é sempre assim, e a gente fica lá, só sofrendo “.

E terminavam ainda gargalhando bem alto na lotação sobre esta divertida situação de serem alvos de mosquitos, mas para mim esta alegria soava como um aviso de uma alienação incrível, levando tudo em um alegre rá-rá-rá, ambas demostrando que se conformaram mesmo com o inconformável.

Sinceramente, se o setelagoano não se mobilizar e mudar sua postura passiva e conformista de ficar bovinamente deitado em berço esplêndido aceitando todos os desmandos e tomar uma atitude, a coisa vai ficar pior.

Se você quiser ser parte da solução, e não do problema, ligue para a Zoonose no telefone 031-3774.1546 e faça sua parte.